domingo, 1 de mayo de 2011

VEJA SP - PARTE 2

O restante da reportagen da Veja SP se dedica a comparar o valor das tarifas e o número de taxis  de São Paulo , que ela julga insuficientes para o número crescente de habitantes  usuários deste serviço. Estas  comparações sempre me deixaram  confusos, então resolvi buscar  mais informação sobre a quantidade de taxis em outras cidades do mundo que aparecem na reportagem.

NOVA YORK-  8.200.000 hab. -  13.200 taxis
PARIS             -11.000.000 hab  -  15.500 taxis

SÃO PAULO  -11.000.000 hab  -  33.000 taxis

Não é necessário que  pesquisemos muito  pra saber que  tanto a  renda per capita  como a quantidade de turistas que visitam a estas cidades são muitas vezez superior aos de São Paulo. Isso   nos leva a pensar que os administradores destas cidades cuidam pra que o ganho de seus taxistas  se mantenham em um patamar , ou seja,  pra que haja um equilíbrio entre oferta e procura. Pra que taxistas também possam usufruir de uma condição de vida que lhes permita, entre outras coisas , educar seus filhos, ir ao cinema  ou comer fora de vez em quando, enfim gerar riqueza distribuindo a renda entre outros trabalhadores. Com os números acima fica evidente  que o controle do valor da tarifa  não se faz aumentando o número de taxis , mas aumentando o número de usuários que um taxista  atende por dia.  Esta verdade econômica parece ser clara em toda atividade,  menos  para os  taxistas.

Por outro lado  a reportagem fala de um aumento de pessoas que podem  andar de taxi. Como este é  um dado muito difícil de contrastar  resolvi buscar na minha experiência de ex-taxista. Quando o passageiro era de fora do país uma das perguntas que ele fazia era sobre o preço dos carros.  Eu jamais entendi  porque  isso era relevante, mas agora  me dei conta que isto pode ser esclarecedor.  Escolhi um carro que aqui  na Europa faz muito sucesso e que recentemente foi lançado aí no Brasil, o Novo Fiesta. É exatamente o mesmo carro que temos aqui com  pequenas diferenças de motor.

Este carro  é vendido aqui por 10.000 Euros nas ofertas das concessionárias, no site da Quatro Rodas encontrei o mesmo carro por 49.900 Reais ou 21.400 Euros. Levando  em conta que o salário médio aqui na Espanha é de  1.000 Euros, este carro vale  dez salários. Como faz cinco anos que estou fora e a reportagem  diz que o número de potenciais clientes de taxi subiu em 2010 um vinte por cento  a ponto de , mesmo tendo o dobro de taxis que Paris, necessitar mais pra suprir  a demanda , eu poderia crer  que os cidadãos paulistanos  também podem comprar um Fiesta com dez salários, em outras palavras que o salário médio aí é de 2.140 Euros ou 4.990 Reais. Pois se isto é assim, minhas desculpas a todos e parabéns a Veja SP pela matéria tão esclarecedora.

Se por casualidade eu estou correto em minhas afirmações, mais valeria a Veja SP munir-se de melhores dados da próxima vez , não ficar repetindo a mesma matéria requentada  e buscar  desmascarar a imensa disparidade de preços que há em mercados mais poderosos  e melhor defendidos  que o dos taxistas.

Muita sorte e saúde a todos. Sidney.

No hay comentarios:

Publicar un comentario