O restante da reportagen da Veja SP se dedica a comparar o valor das tarifas e o número de taxis de São Paulo , que ela julga insuficientes para o número crescente de habitantes usuários deste serviço. Estas comparações sempre me deixaram confusos, então resolvi buscar mais informação sobre a quantidade de taxis em outras cidades do mundo que aparecem na reportagem.
NOVA YORK- 8.200.000 hab. - 13.200 taxis
PARIS -11.000.000 hab - 15.500 taxis
SÃO PAULO -11.000.000 hab - 33.000 taxis
Não é necessário que pesquisemos muito pra saber que tanto a renda per capita como a quantidade de turistas que visitam a estas cidades são muitas vezez superior aos de São Paulo. Isso nos leva a pensar que os administradores destas cidades cuidam pra que o ganho de seus taxistas se mantenham em um patamar , ou seja, pra que haja um equilíbrio entre oferta e procura. Pra que taxistas também possam usufruir de uma condição de vida que lhes permita, entre outras coisas , educar seus filhos, ir ao cinema ou comer fora de vez em quando, enfim gerar riqueza distribuindo a renda entre outros trabalhadores. Com os números acima fica evidente que o controle do valor da tarifa não se faz aumentando o número de taxis , mas aumentando o número de usuários que um taxista atende por dia. Esta verdade econômica parece ser clara em toda atividade, menos para os taxistas.
Por outro lado a reportagem fala de um aumento de pessoas que podem andar de taxi. Como este é um dado muito difícil de contrastar resolvi buscar na minha experiência de ex-taxista. Quando o passageiro era de fora do país uma das perguntas que ele fazia era sobre o preço dos carros. Eu jamais entendi porque isso era relevante, mas agora me dei conta que isto pode ser esclarecedor. Escolhi um carro que aqui na Europa faz muito sucesso e que recentemente foi lançado aí no Brasil, o Novo Fiesta. É exatamente o mesmo carro que temos aqui com pequenas diferenças de motor.
Este carro é vendido aqui por 10.000 Euros nas ofertas das concessionárias, no site da Quatro Rodas encontrei o mesmo carro por 49.900 Reais ou 21.400 Euros. Levando em conta que o salário médio aqui na Espanha é de 1.000 Euros, este carro vale dez salários. Como faz cinco anos que estou fora e a reportagem diz que o número de potenciais clientes de taxi subiu em 2010 um vinte por cento a ponto de , mesmo tendo o dobro de taxis que Paris, necessitar mais pra suprir a demanda , eu poderia crer que os cidadãos paulistanos também podem comprar um Fiesta com dez salários, em outras palavras que o salário médio aí é de 2.140 Euros ou 4.990 Reais. Pois se isto é assim, minhas desculpas a todos e parabéns a Veja SP pela matéria tão esclarecedora.
Se por casualidade eu estou correto em minhas afirmações, mais valeria a Veja SP munir-se de melhores dados da próxima vez , não ficar repetindo a mesma matéria requentada e buscar desmascarar a imensa disparidade de preços que há em mercados mais poderosos e melhor defendidos que o dos taxistas.
Muita sorte e saúde a todos. Sidney.
domingo, 1 de mayo de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
PONTO DE INFLEXÃO
É incrível como o tempo passa e a história se repete, já faz quase vinte anos que eu acompanho a imprensa e com especial interesse pelas matérias ligadas aos taxistas de São Paulo. E sempre estamos com a mesma cantilena, de certo modo dá pra entender, afinal jornalistas pertencem a uma parte da sociedade que sabe valorizar o conforto que representa o taxi e ao mesmo tempo, como todos nós, sempre estamos pleiteando os melhores serviços pelo menor preço.Quem sabe chegamos, também neste aspecto, a um ponto de inflexão.
Está claro que não se pode esperar que a mudança venha da classe jornalística, afinal eles estão como todos nós , aprisionados em uma visão de sociedade que nos divide em duas categorias simples, mas que carregam em seu interior um antagonismo insuperável. Ou seja estamos divididos em Consumidores e Investidores. Como consumidores queremos sempre o melhor pelo menor custo e como investidores os mais altos juros que se possa conseguir. No caso, os consumidores do serviço de taxis simplesmente fazem o que fazemos todos quando vamos a feira e pechinchamos pelo preço das verduras ou dos legumes. Não sei quem e nem quando foi, que nos meteram esse chip na cabeça, o único que sei é que devemos tentar nos livrar dele.
Em matéria da Veja SP de 20 de Abril, ¨taxistas cobram taxa de chamada e agendamento¨, a jornalista utiliza a retórica de consumidor e produto esquecendo-se que, pra que este consumidor em especial possa ter acesso a este produto, o taxista de qualquer cooperativa é acionado com até uma hora de antecedência pra atender um agendamento. Com certeza este consumidor deve conhecer a máxima: Tempo é Dinheiro, e sem dúvida que concorda com ela. Além do mais só pra dar uma informação, em alguns agendamentos essa hora de antecedência é usada pra chegar até o endereço do consumidor que pode estar a vários quilometros de onde sai o taxista. Entendo que a jornalista não saiba disso e que, como escreve majoritariamente pra consumidores, tão pouco tem interesse em buscar esses dados. Com a taxa de chamada acontece algo parecido, quando éramos todos taxistas de rua e as cooperativas eram duas en toda São Paulo e alguém precisava de um taxi tinha que ir pra rua principal do bairro e dar sinal pro primeiro que aparecesse, podia ser um Opala ou um Fiat 147 e todos contentes. Hoje somos todos modernos e sabidos , conhecedores e merecedores do máximo conforto, queremos um taxi grande, com ar-condicionado e que nos dias de chuva nos recolha na garagem do prédio e tudo isso a troco de nada.
O mais lamentável é ,que os que nos deveriam defender não o fazem, presidente de sindicato, presidentes de cooperativas não são capazes de articular uma resposta pra que se modifique o modo de pensar, ou seja, esta na hora das pressões acontecerem ao revés. Ao invés de pressionarmos um trabalhador pra que faça mais por menos, deveriam os consumidores pressionar seus superiores pra que lhes paguem o que merecem, pra que eles possam ter mais qualidade de vida e a partir daí distribuir riqueza, fazendo girar a economia.
A matéria da Veja SP segue, mas pra que esta entrada não se torne cansativa fico por aqui, volto em uma próxima entrada pra concluir. Saúde e sorte a todos. Sidney.
Está claro que não se pode esperar que a mudança venha da classe jornalística, afinal eles estão como todos nós , aprisionados em uma visão de sociedade que nos divide em duas categorias simples, mas que carregam em seu interior um antagonismo insuperável. Ou seja estamos divididos em Consumidores e Investidores. Como consumidores queremos sempre o melhor pelo menor custo e como investidores os mais altos juros que se possa conseguir. No caso, os consumidores do serviço de taxis simplesmente fazem o que fazemos todos quando vamos a feira e pechinchamos pelo preço das verduras ou dos legumes. Não sei quem e nem quando foi, que nos meteram esse chip na cabeça, o único que sei é que devemos tentar nos livrar dele.
Em matéria da Veja SP de 20 de Abril, ¨taxistas cobram taxa de chamada e agendamento¨, a jornalista utiliza a retórica de consumidor e produto esquecendo-se que, pra que este consumidor em especial possa ter acesso a este produto, o taxista de qualquer cooperativa é acionado com até uma hora de antecedência pra atender um agendamento. Com certeza este consumidor deve conhecer a máxima: Tempo é Dinheiro, e sem dúvida que concorda com ela. Além do mais só pra dar uma informação, em alguns agendamentos essa hora de antecedência é usada pra chegar até o endereço do consumidor que pode estar a vários quilometros de onde sai o taxista. Entendo que a jornalista não saiba disso e que, como escreve majoritariamente pra consumidores, tão pouco tem interesse em buscar esses dados. Com a taxa de chamada acontece algo parecido, quando éramos todos taxistas de rua e as cooperativas eram duas en toda São Paulo e alguém precisava de um taxi tinha que ir pra rua principal do bairro e dar sinal pro primeiro que aparecesse, podia ser um Opala ou um Fiat 147 e todos contentes. Hoje somos todos modernos e sabidos , conhecedores e merecedores do máximo conforto, queremos um taxi grande, com ar-condicionado e que nos dias de chuva nos recolha na garagem do prédio e tudo isso a troco de nada.
O mais lamentável é ,que os que nos deveriam defender não o fazem, presidente de sindicato, presidentes de cooperativas não são capazes de articular uma resposta pra que se modifique o modo de pensar, ou seja, esta na hora das pressões acontecerem ao revés. Ao invés de pressionarmos um trabalhador pra que faça mais por menos, deveriam os consumidores pressionar seus superiores pra que lhes paguem o que merecem, pra que eles possam ter mais qualidade de vida e a partir daí distribuir riqueza, fazendo girar a economia.
A matéria da Veja SP segue, mas pra que esta entrada não se torne cansativa fico por aqui, volto em uma próxima entrada pra concluir. Saúde e sorte a todos. Sidney.
martes, 19 de abril de 2011
BUSCANDO UM RUMO
Incrível mundo este dos blogs, pra ser sincero estou totalmente perdido. Ontem a noite buscando sem rumo pela rede dei de cara com um tal blog da cidadania, de um pessoal que se intitula blogueiros progressistas.
Causou-me uma certa estranhesa que alguém ou alguns possam apropriar-se de condições ou características, que jamais poderiam estar restritas a um grupo. Pelo que pude ler das postagens e dos comentarios, estão todos alinhados com um certo pensamento político, portanto eu deveria concluir que os cidadãos que são progressistas estão todos ali e que o restante que não comunga com as idéias que esses cidadãos expõem,ou não são progressistas ou pior, não são cidadãos.
Deixei ali um comentário light, algo parecido com um monge aposentado tentando encaminhar essa gente boa pelo caminho do budismo , que aprendi lendo as orelhas dos livros do Dalai. Fui solenemente ignorado como era de esperar, de todos os modos seguirei minha busca na tentativa de dar um rumo pra este meu triste blog.
Também estive xeretando no blog anareczek.blogspot.com e como nova paulistana ela se sai de maravilha, dá dicas pra os que queiram aventurar-se pela cidade e sacou umas fotos pra lá de boas das estações de trem da marginal pinheiros. Seria ela cidadã? Eu creio que sim e não me importa quais sejam seus pensamentos pois essa condição nos é inerente a todos.
Fica pendente o rumo que vou dar ao meu blog, só agora me dou conta da defasagem que trago, pois sou produto de um tempo e quem sabe estou fossilizado e não me dei conta ainda. Espero que não.
Causou-me uma certa estranhesa que alguém ou alguns possam apropriar-se de condições ou características, que jamais poderiam estar restritas a um grupo. Pelo que pude ler das postagens e dos comentarios, estão todos alinhados com um certo pensamento político, portanto eu deveria concluir que os cidadãos que são progressistas estão todos ali e que o restante que não comunga com as idéias que esses cidadãos expõem,ou não são progressistas ou pior, não são cidadãos.
Deixei ali um comentário light, algo parecido com um monge aposentado tentando encaminhar essa gente boa pelo caminho do budismo , que aprendi lendo as orelhas dos livros do Dalai. Fui solenemente ignorado como era de esperar, de todos os modos seguirei minha busca na tentativa de dar um rumo pra este meu triste blog.
Também estive xeretando no blog anareczek.blogspot.com e como nova paulistana ela se sai de maravilha, dá dicas pra os que queiram aventurar-se pela cidade e sacou umas fotos pra lá de boas das estações de trem da marginal pinheiros. Seria ela cidadã? Eu creio que sim e não me importa quais sejam seus pensamentos pois essa condição nos é inerente a todos.
Fica pendente o rumo que vou dar ao meu blog, só agora me dou conta da defasagem que trago, pois sou produto de um tempo e quem sabe estou fossilizado e não me dei conta ainda. Espero que não.
domingo, 10 de abril de 2011
UM SONHO
Não é mais que uma sombra, seguramente estou dormindo e isso é um sonho.Tenho certeza que essa sensação já deve ter ocorrido a qualquer um de voces. Faz parte da gente, vem junto com a codificação dos genes.Não, eu não estou louco ou alucinando.Me levanto e fico uns minutos sentado na beira da cama, faz um pouco de frio, mas estou suando.Já sei, é o começo de uma gripe; tomo uma aspirina e volto pra cama.
Hesito um pouco em fechar os olhos, confesso que tenho medo.Medo de algo que não é mais que uma sombra.Bem, todos sabemos que a sombra se produz pelo efeito da luz em algo sólido, real, daí que temo a essa sombra.
Não quero dormir, não quero fechar os olhos, mas o dia foi largo, um desses dias que só de vez em quando acontecem; dez horas de trabalho, um montão de corridas e nenhum problema.Só isso já deveria valer uma noite de sono bem dormida.Tento pensar meu dia, refazê-lo desde seu principio só pra enganar o sono.Mas, como era de se esperar perco a batalha e num instante me vejo no alto de uma montanha, é um fin de tarde, ainda dá pra ver o sol se pondo, sobre uma rocha ovalada há um homem sentado que comtempla o lento e luminoso poente.
Caminho em sua direção, mas estranho, não me aproximo. Peço ajuda baixinho não sei bem porque , quando surge ao meu lado um homem que me estende a mão. Já não sou adulto, sou o menino que fui e me socorro dessa mão caridosa. Dá pra sentir os calos de uma mão de trabalhador, tento ver seu rosto, mas não consigo. Penso em umas mãos parecidas que conheci faz muitos anos.
De novo me encontro sozinho e o por do sol parece ir em marcha lenta, diante de mim se abre um caminho uma estreita alameda que leva ao homem da rocha. Ele segue ali impassível como a esperar por mim, dessa vez saio correndo, mas afobado que sempre fui, tropeço em meus passos de menino e caio sem avançar um metro sequer.Choro, choro e choro e do nada outra vez surgem aquelas mãos rudes que me secam as lágrimas,sinto seus calos como carícias e seus dedos por entre meus cabelos.Me recomponho pra agradecer-lhe a atitude, não lhe vejo o rosto e quando tento falar não consigo. Será possível que não vou conseguir agradecer a esse homem o imenso conforto que ele me esta dando nesse sonho tão intenso?Pois é , ele já desapareceu outra vez.
Me sinto cansado e me deixo cair sobre o gramado que tenho ao meu redor, um estranho e familiar gramado, como o de minha casa na infância.Mas já não sou mais o menino, agora sou eu e minha rugas, meu pouco cabelo e meu corpo cansado. Cansado e triste, triste como seus olhos naquele dia. Tantos anos vivendo juntos e só agora me dou conta de que jamais tivemos uma troca direta de olhares, de palavras nem digo,pois parecem ainda mais difíceis. Mas naquele dia, naquele instante nossos olhres se encontraram.
Passava da meia-noite e o Pronto Socorro estava lotado, ele seria levado até a ambulância pra buscar um hospital com um leito vago, foi nesse trajeto que nos cruzamos, ele numa cadeira de rodas e eu aturdido e incapaz, ele chorava e seu olhar me pedia algo, seu último olhar , meu único olhar.
Agora o homem da pedra se levanta e vem em minha direção, conheço esse andar e agora advinho sua figura. Ele me abraça forte, como nunca nos abraçamos, penso dizer-lhe algo, mas não consigo. Sinto como se devesse lhe pedir desculpas, mas ele me sorri e se fasta, antes de desaparecer se volta e me acena. Tchau pai, um dia a gente se vê.
Hesito um pouco em fechar os olhos, confesso que tenho medo.Medo de algo que não é mais que uma sombra.Bem, todos sabemos que a sombra se produz pelo efeito da luz em algo sólido, real, daí que temo a essa sombra.
Não quero dormir, não quero fechar os olhos, mas o dia foi largo, um desses dias que só de vez em quando acontecem; dez horas de trabalho, um montão de corridas e nenhum problema.Só isso já deveria valer uma noite de sono bem dormida.Tento pensar meu dia, refazê-lo desde seu principio só pra enganar o sono.Mas, como era de se esperar perco a batalha e num instante me vejo no alto de uma montanha, é um fin de tarde, ainda dá pra ver o sol se pondo, sobre uma rocha ovalada há um homem sentado que comtempla o lento e luminoso poente.
Caminho em sua direção, mas estranho, não me aproximo. Peço ajuda baixinho não sei bem porque , quando surge ao meu lado um homem que me estende a mão. Já não sou adulto, sou o menino que fui e me socorro dessa mão caridosa. Dá pra sentir os calos de uma mão de trabalhador, tento ver seu rosto, mas não consigo. Penso em umas mãos parecidas que conheci faz muitos anos.
De novo me encontro sozinho e o por do sol parece ir em marcha lenta, diante de mim se abre um caminho uma estreita alameda que leva ao homem da rocha. Ele segue ali impassível como a esperar por mim, dessa vez saio correndo, mas afobado que sempre fui, tropeço em meus passos de menino e caio sem avançar um metro sequer.Choro, choro e choro e do nada outra vez surgem aquelas mãos rudes que me secam as lágrimas,sinto seus calos como carícias e seus dedos por entre meus cabelos.Me recomponho pra agradecer-lhe a atitude, não lhe vejo o rosto e quando tento falar não consigo. Será possível que não vou conseguir agradecer a esse homem o imenso conforto que ele me esta dando nesse sonho tão intenso?Pois é , ele já desapareceu outra vez.
Me sinto cansado e me deixo cair sobre o gramado que tenho ao meu redor, um estranho e familiar gramado, como o de minha casa na infância.Mas já não sou mais o menino, agora sou eu e minha rugas, meu pouco cabelo e meu corpo cansado. Cansado e triste, triste como seus olhos naquele dia. Tantos anos vivendo juntos e só agora me dou conta de que jamais tivemos uma troca direta de olhares, de palavras nem digo,pois parecem ainda mais difíceis. Mas naquele dia, naquele instante nossos olhres se encontraram.
Passava da meia-noite e o Pronto Socorro estava lotado, ele seria levado até a ambulância pra buscar um hospital com um leito vago, foi nesse trajeto que nos cruzamos, ele numa cadeira de rodas e eu aturdido e incapaz, ele chorava e seu olhar me pedia algo, seu último olhar , meu único olhar.
Agora o homem da pedra se levanta e vem em minha direção, conheço esse andar e agora advinho sua figura. Ele me abraça forte, como nunca nos abraçamos, penso dizer-lhe algo, mas não consigo. Sinto como se devesse lhe pedir desculpas, mas ele me sorri e se fasta, antes de desaparecer se volta e me acena. Tchau pai, um dia a gente se vê.
domingo, 20 de marzo de 2011
DIA DE CHUVA
Como seria bom se a caneta soubesse o caminho e sem que eu precisasse empunha-la, num desenho suave ela explicasse meus sentimentos. Lamento!, me disse ela, seia pedir-me demasiado.Empunha-me e seja o mais fiel que possa ao que quer que haja dentro de voce.
É que as vezes eu me sinto oco, um aluvião mudo de imagens que se amontoam e não as consigo explicar. Nessas horas vejo o muito que perdi por preguiça, quanta falta me faz a habilidade que não soube captar das leituras juvenis.
Não, não pense assim,sou caneta e creio que a mim me honrarás com seu desenho em letras e se lhe posso dar um conselho, melhor que não se aproxime da beleza retórica, nuitas vezes vazia e sem compromisso.Busque encontrar-se com algo que não queira encontrar e o descreva sem sentir vergonha de si mesmo, ou medo dos que porventura lhe possam ouvir.
Caramba, quanta sabedoria existe em voce.Talvez por um descuido,quando as travas que nos impomos me deixem de vigiar, eu possa ser capaz de falar da pequenez do meu destino.Destino de taxista, com certeza a função que mais gostei de fazer pra poder sobreviver e olha que fiz umas outras tantas coisas. Umas mais comodas e bem vistas e outras nem tanto e embora se diga que todo trabalho é digno,sabemos todos, que em uns, mais que em outros , existe mais "dignidade".
O fato é que sempre me senti cómodo pelas ruas da cidade e também é verdade que a maioria do tempo eu estava só. Eu e meus sonhos, uma realidade paralela que não sei a quantos deste planeta lhes sucede.Não acabo de compreender se é uma enfermidade ou um presente de um deus brincalhão. Só sei que é assim que é, passa o tempo, se acumulam as rugas e voce segue impassível com seus devaneios.Da boca pra fora parece que a realidade é o seu domínio e quem se esbarra e troca pensamentos sai com a impressão que encontrou um ser consciente do mundo em que vive. Mas só voce sabe, sem saber, a incrível alucinação que embala seus dias.
Dias de sol, dias de chuva e por falar em chuva lembro-me de um dia. Um final de tarde de um verão em 98 ou 99, um chamado da Rádio a que ninguém contestava e de repente por um curto circuito cerebral eu acreditei que poderia atendê-lo.Zona Oeste, escritório da Bordon, próximo da ponte Anhanguera, chovia forte, mas é como eu acabo de dizer, entre a alucinação e a necessidade de ganhar o dia, eu, por conhecer bem a região me meto a sei lá o que e enfrento quarenta minutos de chuva pra atender esse bendito chamado.
A zona é de cheia, junto do Tietê, entro no pátio do frigorífico e me deparo com uma rua alagada; hoje em dia eu penso, porque? Se seria mais fácil ter ido pra um lugar seguro, ou até mesmo pra casa, como muitos o fazem. Creio que jamais vou saber explicá-lo. Primera engatada,embreagem ao meio,acelerador no fundo e os segundos se fazem infinitos, mas ao final, eu passei.Me esperam tres pessoas um casal de mexicanos e um homem brasileiro, com o carro mais pesado e mais baixo tenho que voltar pelo mesmo caminho, não há outra saída.
Em nenhum momento me passou pela cabeça que eu poderia ficar ali, parado no meio do alagamento e ainda por cima com mais tres pessoas. Gente que dependia de mim, que de maneira quase tão insensata como eu, entregava sua integridade pessoal nas mãos de um completo estramho.Éramos quatro habitantes do planeta com a mesma herança ancestral e arriscávamos nossos destinos.Seria isto , humanidade?E não uma quantidade inexata de humanos, mas sim um destino compartido como espécie? E novamente, acelerador até o fundo, embreagem ao meio, primera engatada e um silêncio de dar mêdo dentro do Fiesta .
Prometo a mim mesmo que jamais farei nada nem de longe parecido. A água avança pelo capô, sua cor amarelada e sua textura barrenta deixam marca nos vidros laterais, o silêncio de dentro do carro é cortado pelos ruídos guturais dos meus passageiros e o que parecia que não se acabaria,de repente desaparece, saimos da massa de água ilesos e renovados.
A partir daí , todos aliviados, me dizem pra onde querem ir. Deste momento em diante voltamos todos a ser o que somos,esse pequeno interlúdio, onde nossas histórias pareceram se confluir se esfumou sem deixar rastro ou vestígio e eu voltava a ser um taxista entre os milhares que existem em São Paulo e do qual , meus tres passageiros já se terão esquecido antes do jantar.
É que as vezes eu me sinto oco, um aluvião mudo de imagens que se amontoam e não as consigo explicar. Nessas horas vejo o muito que perdi por preguiça, quanta falta me faz a habilidade que não soube captar das leituras juvenis.
Não, não pense assim,sou caneta e creio que a mim me honrarás com seu desenho em letras e se lhe posso dar um conselho, melhor que não se aproxime da beleza retórica, nuitas vezes vazia e sem compromisso.Busque encontrar-se com algo que não queira encontrar e o descreva sem sentir vergonha de si mesmo, ou medo dos que porventura lhe possam ouvir.
Caramba, quanta sabedoria existe em voce.Talvez por um descuido,quando as travas que nos impomos me deixem de vigiar, eu possa ser capaz de falar da pequenez do meu destino.Destino de taxista, com certeza a função que mais gostei de fazer pra poder sobreviver e olha que fiz umas outras tantas coisas. Umas mais comodas e bem vistas e outras nem tanto e embora se diga que todo trabalho é digno,sabemos todos, que em uns, mais que em outros , existe mais "dignidade".
O fato é que sempre me senti cómodo pelas ruas da cidade e também é verdade que a maioria do tempo eu estava só. Eu e meus sonhos, uma realidade paralela que não sei a quantos deste planeta lhes sucede.Não acabo de compreender se é uma enfermidade ou um presente de um deus brincalhão. Só sei que é assim que é, passa o tempo, se acumulam as rugas e voce segue impassível com seus devaneios.Da boca pra fora parece que a realidade é o seu domínio e quem se esbarra e troca pensamentos sai com a impressão que encontrou um ser consciente do mundo em que vive. Mas só voce sabe, sem saber, a incrível alucinação que embala seus dias.
Dias de sol, dias de chuva e por falar em chuva lembro-me de um dia. Um final de tarde de um verão em 98 ou 99, um chamado da Rádio a que ninguém contestava e de repente por um curto circuito cerebral eu acreditei que poderia atendê-lo.Zona Oeste, escritório da Bordon, próximo da ponte Anhanguera, chovia forte, mas é como eu acabo de dizer, entre a alucinação e a necessidade de ganhar o dia, eu, por conhecer bem a região me meto a sei lá o que e enfrento quarenta minutos de chuva pra atender esse bendito chamado.
A zona é de cheia, junto do Tietê, entro no pátio do frigorífico e me deparo com uma rua alagada; hoje em dia eu penso, porque? Se seria mais fácil ter ido pra um lugar seguro, ou até mesmo pra casa, como muitos o fazem. Creio que jamais vou saber explicá-lo. Primera engatada,embreagem ao meio,acelerador no fundo e os segundos se fazem infinitos, mas ao final, eu passei.Me esperam tres pessoas um casal de mexicanos e um homem brasileiro, com o carro mais pesado e mais baixo tenho que voltar pelo mesmo caminho, não há outra saída.
Em nenhum momento me passou pela cabeça que eu poderia ficar ali, parado no meio do alagamento e ainda por cima com mais tres pessoas. Gente que dependia de mim, que de maneira quase tão insensata como eu, entregava sua integridade pessoal nas mãos de um completo estramho.Éramos quatro habitantes do planeta com a mesma herança ancestral e arriscávamos nossos destinos.Seria isto , humanidade?E não uma quantidade inexata de humanos, mas sim um destino compartido como espécie? E novamente, acelerador até o fundo, embreagem ao meio, primera engatada e um silêncio de dar mêdo dentro do Fiesta .
Prometo a mim mesmo que jamais farei nada nem de longe parecido. A água avança pelo capô, sua cor amarelada e sua textura barrenta deixam marca nos vidros laterais, o silêncio de dentro do carro é cortado pelos ruídos guturais dos meus passageiros e o que parecia que não se acabaria,de repente desaparece, saimos da massa de água ilesos e renovados.
A partir daí , todos aliviados, me dizem pra onde querem ir. Deste momento em diante voltamos todos a ser o que somos,esse pequeno interlúdio, onde nossas histórias pareceram se confluir se esfumou sem deixar rastro ou vestígio e eu voltava a ser um taxista entre os milhares que existem em São Paulo e do qual , meus tres passageiros já se terão esquecido antes do jantar.
domingo, 13 de marzo de 2011
ZEBRAS E LEÕES
O ano era 1991 e por incrível que possa parecer um alvará de taxi valia 600 cruzeiros, eu digo incrível porque às vezes nem eu mesmo acredito nisso. O certo é que isso era pouco dinheiro se comparamos com o que passa hoje. Não quero e nem posso entrar no terreno dos economistas, essa gente sabida que do alto de suas torres de cimento e vidro nos tem conduzido tão bem por todos estes anos. Por isso usarei os instrumentos que estão ao alcance de todos pra tentar explicar o que digo. Eu e minha mulher trabalhávamos e juntos recebíamos algo não muito superior a dois salários mínimos e meio e num período de dez meses juntamos pra comprar o alvará e o carro.Agora imaginemos quais as possibilidades de um casal juntar hoje em dia o valor de um alvará.Deixo aos mais pacientes a tarefa de verificar quanto tempo seria necessário pra esse casal chegar lá e acrescento um outro dado que também é de fácil comprovação, o valor do carro. Como um carro pra taxi não pode ter mais que dez anos comprei um com oito anos, que me custou bem mais que o valor do alvará. Bem, como já se deram conta todos que me estão lendo, hoje a situação é bem diferente.Se isso me passasse hoje e quisesse ter um taxi teria que recorrer a uma dessas figuras tão bondosas que normalmente chamamos :bancos.
Não falo sôbre isso pra concluir que no passado tudo era melhor. Particularmente acredito que o homen cria a cada momento maneiras e artefatos capazes de nos facilitar a vida e o convívio. O problema é que sempre há uma quantidade de canalhas pra impedir que a maioria tenha acesso a esses confortos.
Mas voltando ao incrível mundo de trinta anos atrás e isso também pode parecer inacreditável, naqueles dias era possível um taxista viver da "rua". Nada de ponto privativo e rádio-taxi eram a Ligue, a Cooper e o Vermelho e Branco. E claro os Luxo,dos hotéis, gente que por certo vivia em outra esfera; seres que às vezes eu via passando uma flanela no Omega e fazendo de conta que taxistas como eu não existiam. Enfim nós, os taxistas, inclusive esses abobados do Luxo, vivíamos no que se poderia considerar um ecossistema.Ou seja cada um cumpria um determinado papel e o resultado final era o equilíbrio.
Daqueles dias sobram recordações que me fazem sentir uma saudade que chega a doer, um montão de bobeiras tão cotidianas e banais, mas que montam um quadro. Quadro de uma vida que já não se pode tocar. O café da manhã era numa padaria do Sumaré, na Alfonso Bovero ou em Pinheiros ,na Fradique. Um café com leite uma coxinha ou uma esfiha e mostarda a gosto é como se pudesse sentir o gosta em minha boca só de pensar.Falar de passageiros é falar do que falam todos os taxistas, a mim também me passaram historias, umas que se poderiam contar e outras que não. Prefiro contar a história de duas zebras que pastavam tranquilamente nas savanas africanas quando pressentem a chegada dos leões e saem em disparada tentando escapar da morte certa.Nesse momento ambas não se dão conta,mas o seu inimigo não é o leão e sim elas mesmas, pois a que correr mais é a que se salvará e começam a competir. A partir daí e por breves instantes, passam a ser inimigas até que os leões acabem com uma delas.
Os anos passaram e meu carro já não era omesmo, a manutenção me comia por uma perna e mais de uma vez passageiros que me faziam sinal, disfarçavam, me deixavam passar e pegavam o taxi que vinha atrás,ou seja, os leões me comeram.Por sorte, ou não, os leões que nos atacam em nossa selva de homens não nos querem ver mortos, nos deixam viver pra que sigamos alimentando seu insaciavel apetite.Não se trata de acusar, se trata de lamentar esse lado mau da natureza do homem, somos criadores e criaturas dessa maldita competição. Os publicitários a vendem como algo bom, os economistas a exaltam como a única salvação pro capitalismo moderno e executivos e empresários a utilizam como chicote no lombo do trabalhador. Vítimas e algozes, zebras e leões se misturam sem saber o que são nem porque agem assim.
Não falo sôbre isso pra concluir que no passado tudo era melhor. Particularmente acredito que o homen cria a cada momento maneiras e artefatos capazes de nos facilitar a vida e o convívio. O problema é que sempre há uma quantidade de canalhas pra impedir que a maioria tenha acesso a esses confortos.
Mas voltando ao incrível mundo de trinta anos atrás e isso também pode parecer inacreditável, naqueles dias era possível um taxista viver da "rua". Nada de ponto privativo e rádio-taxi eram a Ligue, a Cooper e o Vermelho e Branco. E claro os Luxo,dos hotéis, gente que por certo vivia em outra esfera; seres que às vezes eu via passando uma flanela no Omega e fazendo de conta que taxistas como eu não existiam. Enfim nós, os taxistas, inclusive esses abobados do Luxo, vivíamos no que se poderia considerar um ecossistema.Ou seja cada um cumpria um determinado papel e o resultado final era o equilíbrio.
Daqueles dias sobram recordações que me fazem sentir uma saudade que chega a doer, um montão de bobeiras tão cotidianas e banais, mas que montam um quadro. Quadro de uma vida que já não se pode tocar. O café da manhã era numa padaria do Sumaré, na Alfonso Bovero ou em Pinheiros ,na Fradique. Um café com leite uma coxinha ou uma esfiha e mostarda a gosto é como se pudesse sentir o gosta em minha boca só de pensar.Falar de passageiros é falar do que falam todos os taxistas, a mim também me passaram historias, umas que se poderiam contar e outras que não. Prefiro contar a história de duas zebras que pastavam tranquilamente nas savanas africanas quando pressentem a chegada dos leões e saem em disparada tentando escapar da morte certa.Nesse momento ambas não se dão conta,mas o seu inimigo não é o leão e sim elas mesmas, pois a que correr mais é a que se salvará e começam a competir. A partir daí e por breves instantes, passam a ser inimigas até que os leões acabem com uma delas.
Os anos passaram e meu carro já não era omesmo, a manutenção me comia por uma perna e mais de uma vez passageiros que me faziam sinal, disfarçavam, me deixavam passar e pegavam o taxi que vinha atrás,ou seja, os leões me comeram.Por sorte, ou não, os leões que nos atacam em nossa selva de homens não nos querem ver mortos, nos deixam viver pra que sigamos alimentando seu insaciavel apetite.Não se trata de acusar, se trata de lamentar esse lado mau da natureza do homem, somos criadores e criaturas dessa maldita competição. Os publicitários a vendem como algo bom, os economistas a exaltam como a única salvação pro capitalismo moderno e executivos e empresários a utilizam como chicote no lombo do trabalhador. Vítimas e algozes, zebras e leões se misturam sem saber o que são nem porque agem assim.
lunes, 7 de marzo de 2011
MINHA SÃO PAULO
É sábado, a luz do sol entra atrevida pelas janelas do balcão e não me perguntem o porque,pois eu não o saberia dizer, mas me vejo transportado do sofá da sala até a Praça Roosevelt. Pode ser qualquer dia ,inclusive um sábado, pode ser qualquer hora, até mesmo um atardecer; muito embora eu o sinta mais fresco,sim,é isso; é uma manhã e é um domingo.
Estou parado na esquina da praça lendo a Veja que acabo de comprar e pedindo a Deus um passageiro pra salvar meu domingo.Assim vivemos os humanos,rodeados de nossos desejos e prazeres.Caminhando solitários com nossos pequenos e cotidianos problemas. E nada parece interromper nossa particular caminhada, cada vez mais celere rumo aos nossos mais acalentados sonhos..Sonhamos e vivemos e às vezes nos confundimos onde terminam os sonhos e começa nossa vida.
Tamanha confusão também faço com as palavras, agora mesmo é como se me afogasse em uma piscina cheia de letras e sílabas, palavras inteiras, complexas e simples, raras e comuns.Sei lá porque continuo,é como diz a música dos Titãs:..".não sei fazer música ,mas eu faço;não sei cantar as músicas que faço, mas eu canto"...pois eu não sei escrever, mas escrevo.
Enfim, como não me surge nenhum passageiro resolvo dar uma volta pelo Centro, aproveito enquanto me dura o sonho e mato a saudade de São Paulo.Me deu vontade de escrever minha São Paulo,só que aqui cabe uma explicação.A minha São Paulo não é essa que se pode tocar,na qual pisamos, cuspimos e deixamos ver toda nossa pobreza como homens.Não, essa São Paulo que vemos não ama, não chora, não ajuda nem atrapalha, essa é inanimada, é como tantas outras cidade espalhadas pelo planeta.
A São Paulo de que falo é a que temos cada um de nós paulistanos em nossa memória. A minha é a dos passeios na USP, dos poentes de outono, das chuvas impiedosas e das garoas quase carícias. Cada um de nós paulistanos temos uma única, intransferível e inexplicável.
O fato é que o sol já se foi da sala e o vozerio da rua me desperta do meu sonho, não , não tive tempo de dar uma volta pelo Municipal, tchau São Paulo, minha São Paulo.
Sidney Oliveira
Estou parado na esquina da praça lendo a Veja que acabo de comprar e pedindo a Deus um passageiro pra salvar meu domingo.Assim vivemos os humanos,rodeados de nossos desejos e prazeres.Caminhando solitários com nossos pequenos e cotidianos problemas. E nada parece interromper nossa particular caminhada, cada vez mais celere rumo aos nossos mais acalentados sonhos..Sonhamos e vivemos e às vezes nos confundimos onde terminam os sonhos e começa nossa vida.
Tamanha confusão também faço com as palavras, agora mesmo é como se me afogasse em uma piscina cheia de letras e sílabas, palavras inteiras, complexas e simples, raras e comuns.Sei lá porque continuo,é como diz a música dos Titãs:..".não sei fazer música ,mas eu faço;não sei cantar as músicas que faço, mas eu canto"...pois eu não sei escrever, mas escrevo.
Enfim, como não me surge nenhum passageiro resolvo dar uma volta pelo Centro, aproveito enquanto me dura o sonho e mato a saudade de São Paulo.Me deu vontade de escrever minha São Paulo,só que aqui cabe uma explicação.A minha São Paulo não é essa que se pode tocar,na qual pisamos, cuspimos e deixamos ver toda nossa pobreza como homens.Não, essa São Paulo que vemos não ama, não chora, não ajuda nem atrapalha, essa é inanimada, é como tantas outras cidade espalhadas pelo planeta.
A São Paulo de que falo é a que temos cada um de nós paulistanos em nossa memória. A minha é a dos passeios na USP, dos poentes de outono, das chuvas impiedosas e das garoas quase carícias. Cada um de nós paulistanos temos uma única, intransferível e inexplicável.
O fato é que o sol já se foi da sala e o vozerio da rua me desperta do meu sonho, não , não tive tempo de dar uma volta pelo Municipal, tchau São Paulo, minha São Paulo.
Sidney Oliveira
Suscribirse a:
Entradas (Atom)