lunes, 7 de marzo de 2011

MINHA SÃO PAULO

É sábado, a luz do sol entra atrevida pelas janelas do balcão e não me perguntem o porque,pois eu não o saberia dizer, mas me vejo transportado do sofá da sala até a Praça Roosevelt. Pode ser qualquer dia ,inclusive um sábado, pode ser qualquer hora, até mesmo um atardecer; muito embora eu o sinta mais fresco,sim,é isso; é uma manhã e é um domingo.
Estou parado na esquina da praça lendo a Veja que acabo de comprar e pedindo a Deus um passageiro pra salvar meu domingo.Assim vivemos os humanos,rodeados de nossos desejos e prazeres.Caminhando solitários com nossos pequenos e cotidianos problemas. E nada parece interromper nossa particular caminhada, cada vez mais celere rumo aos nossos mais acalentados sonhos..Sonhamos e vivemos e às vezes nos confundimos onde terminam os sonhos e começa nossa vida.
Tamanha confusão também faço com as palavras, agora mesmo é como se me afogasse em uma piscina cheia de letras e sílabas, palavras inteiras, complexas e simples, raras e comuns.Sei lá porque continuo,é como diz a música dos Titãs:..".não sei fazer música ,mas eu faço;não sei cantar as músicas que faço, mas eu canto"...pois eu não sei escrever, mas escrevo.
Enfim, como não me surge nenhum passageiro resolvo dar uma volta pelo Centro, aproveito enquanto me dura o sonho e mato a saudade de São Paulo.Me deu vontade de escrever minha São Paulo,só que aqui cabe uma explicação.A minha São Paulo não é essa que se pode tocar,na qual pisamos, cuspimos e deixamos ver toda nossa pobreza como homens.Não, essa São Paulo que vemos não ama, não chora, não ajuda nem atrapalha, essa é inanimada, é como tantas outras cidade espalhadas pelo planeta.
A São Paulo de que falo é a que temos cada um de nós paulistanos em nossa memória. A minha é a dos passeios  na USP, dos poentes de outono, das chuvas impiedosas e das garoas quase carícias. Cada um de nós paulistanos temos  uma única, intransferível e inexplicável.
O fato é que o sol já se foi da sala e o vozerio da rua me desperta do meu sonho, não , não tive tempo de dar uma  volta pelo Municipal, tchau São Paulo, minha São Paulo.

Sidney Oliveira

1 comentario:

  1. Muito bom... esse lance dos passeios na USP também me é familiar... hehehehe

    Abraços

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